IPCA vai a 0,33% em dezembro e fecha o ano em 4,26%

IPCA vai a 0,33% em dezembro e fecha o ano em 4,26%

09/01/2026 09h00 | Atualizado em 09/01/2026 09h00

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de dezembro teve alta de 0,33%, 0,15 ponto percentual (p.p.) acima da taxa de 0,18% registrada em novembro. Em dezembro de 2024, a variação havia sido de 0,52%.

O IPCA fechou o ano de 2025 com alta acumulada de 4,26%.

Período e taxa
Período Taxa
Dezembro de 20250,33%
Novembro de 20250,18%
Dezembro de 20240,52%
Acumulado no ano / 12 meses4,26%

À exceção do grupo Habitação, com queda de 0,33%, os demais grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em dezembro. A maior variação (0,74%) e o maior impacto (0,15 p.p.) vieram do grupo Transportes, seguido, em termos de impacto, por Saúde e cuidados pessoas, com alta de 0,52% e 0,07 p.p. O grupo Artigos de residência (0,64%) teve a segunda maior variação em dezembro, após o recuo de 1,00% registrado em novembro.

IPCA - Variação e Impacto por grupos - mensal
Grupo Variação (%) Novembro Variação (%) Dezembro Impacto (p.p.) Novembro Impacto (p.p.) Dezembro
Índice Geral0,180,330,180,33
Alimentação e bebidas-0,010,270,000,06
Habitação0,52-0,330,08-0,05
Artigos de residência-1,000,64-0,030,02
Vestuário0,490,450,020,02
Transportes0,220,740,040,15
Saúde e cuidados pessoais-0,040,520,000,07
Despesas pessoais0,770,360,080,04
Educação0,010,080,000,00
Comunicação-0,200,37-0,010,02

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços

Detalhes por grupos em dezembro

Transportes

No grupo dos Transportes (0,74%), o resultado foi influenciado pelo aumento nos preços do transporte por aplicativo (13,79%) e das passagens aéreas (12,61%), subitem com maior impacto individual no resultado do mês (0,08 p.p.). Os combustíveis, após recuarem 0,32% em novembro, aumentaram 0,45%, com as seguintes variações: etanol (2,83%), gás veicular (0,22%), gasolina (0,18%) e óleo diesel (-0,27%).

Ainda em Transportes, a variação de -2,63% no ônibus urbano considera as gratuidades concedidas aos domingos e/ou feriados em Belém (5,64%), Brasília (1,84%), São Paulo (-6,06%) e Belo Horizonte (-12,87%), além da redução de tarifa em Curitiba (0,74%). No metrô (4,11%), ocorre o mesmo movimento em Brasília (1,84%) e, em São Paulo, a alta de 7,22%, também registrada no trem (3,77%), além do 1,01% no subitem integração transporte público, consideram a liberação do pagamento de passagem nos dias de realização das provas do ENEM (09/11 e 16/11) e no dia de Natal.

Artigos de residência

Em Artigos de residência, a alta de 0,64% reflete as variações de Tv, som e informática (1,97%) e dos aparelhos eletroeletrônicos (0,81%) que, no mês anterior, haviam caído 2,28% e 2,37%, respectivamente.

Saúde e cuidados pessoais

No grupo Saúde e cuidados pessoais (0,52%), o destaque fica por conta do plano de saúde (0,49%) e dos artigos de higiene pessoal (0,52%).

Despesas pessoais

Em Despesas pessoais, que desacelerou de 0,77% em novembro para 0,36% em dezembro, destacam-se as variações de cabeleireiro e barbeiro (1,28%) e empregado doméstico (0,48%), além da redução de 3,10% na hospedagem que havia subido 4,09% em novembro.

Alimentação e bebidas

O grupo Alimentação e bebidas registrou alta de 0,27% em dezembro. A alimentação no domicílio interrompeu a sequência de seis meses consecutivos de queda e subiu 0,14%, influenciada pelas altas da cebola (12,01%); da batata-inglesa (7,65%); das carnes (1,48%), com destaque para o contrafilé (2,39%), a alcatra (1,99%) e a costela (1,89%) e das frutas (1,26%), em especial o mamão (7,85%) e a banana-prata (4,32%). No lado das quedas os destaques são o leite longa vida (-6,42%), o tomate (-3,95%) e o arroz (-2,04%).

A alimentação fora do domicílio (0,60%) acelerou em relação ao mês anterior (0,46%), com a alta de 1,50% no lanche e de 0,23% na refeição.

Habitação

Único grupo com variação negativa em dezembro, Habitação saiu da alta de 0,52% em novembro para -0,33% em dezembro, sob influência da queda de 2,41% da energia elétrica residencial, subitem de maior impacto negativo no índice (-0,10 p.p.). Esse resultado foi motivado pela vigência, em dezembro, da bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Em novembro, estava em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 1, que acrescentava R$ 4,46 para o mesmo nível de consumo. Houve reajuste de 21,95% em uma das concessionárias em Porto Alegre (3,90%) vigente desde 22 de novembro e de 10,48% em Rio Branco (3,80%), a partir de 13 de dezembro.

Ainda em Habitação, a alta da taxa de água e esgoto (0,96%) foi influenciada pelo reajuste de 9,75% no Rio de Janeiro (9,13%), a partir de 1º de dezembro; 2,64% em Curitiba (1,28%) desde 15 de dezembro e de 9,75% em Fortaleza (1,81%) vigente desde 05 de novembro. Já o subitem gás encanado (1,80%) reflete o reajuste de 4,10% em São Paulo (3,27%) a partir de 10 de dezembro, e a redução de 0,04% nas tarifas no Rio de Janeiro (-0,01%), com vigência em 1º de novembro.

Índices regionais em dezembro e acumulado no ano

IPCA - Variação por regiões - mensal e acumulada no ano
Região Peso regional (%) Variação (%) Novembro Variação (%) Dezembro Variação acumulada (%) Ano
Porto Alegre8,610,090,634,79
Rio Branco0,510,150,593,27
Salvador5,990,010,593,80
Brasília4,060,280,554,72
Recife3,92-0,080,544,33
Rio de Janeiro9,430,120,523,45
Belo Horizonte9,690,040,413,97
Aracaju1,03-0,100,364,49
São Paulo32,280,280,274,78
Goiânia4,170,440,234,12
Vitória1,860,090,214,99
Campo Grande1,570,230,173,14
Fortaleza3,230,420,174,06
Curitiba8,090,16-0,023,84
Belém3,940,11-0,103,75
São Luís1,62-0,05-0,193,24
Brasil1000,180,334,26

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.

Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 29 de novembro a 29 de dezembro de 2025 (referência) com os preços vigentes no período de 30 de outubro a 28 de novembro de 2025 (base).

INPC vai a 0,21% em dezembro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve alta de 0,21% em dezembro, 0,18 p.p. acima do resultado observado em novembro (0,03%). Em dezembro de 2024, a taxa foi de 0,48%.

Os produtos alimentícios aceleraram de novembro (-0,06%) para dezembro (0,28%). A variação dos não alimentícios passou de 0,06% em novembro para 0,19% em dezembro.

Quanto aos índices regionais, a maior variação ocorreu em Porto Alegre (0,57%), influenciada pela alta da energia elétrica residencial (3,87%) e das carnes (2,04%). A menor variação ocorreu em Curitiba (-0,22%), por conta do recuo da energia elétrica residencial (-3,23%) e das frutas (-4,82%).

INPC - Variação por regiões - mensal e acumulada no ano
Região Peso regional (%) Variação (%) Novembro Variação (%) Dezembro Variação acumulada (%) Ano
Porto Alegre7,15-0,090,574,71
Rio de Janeiro9,38-0,080,552,97
Recife5,60-0,150,494,09
Salvador7,92-0,020,483,57
Rio Branco0,720,020,472,86
Brasília1,970,240,444,02
Aracaju1,29-0,150,274,55
Belo Horizonte10,35-0,060,243,65
Belém6,95-0,260,183,64
Fortaleza5,160,370,144,05
Campo Grande1,730,140,112,78
Goiânia4,430,510,043,72
São Paulo24,600,160,034,56
Vitória1,91-0,140,024,82
São Luiz3,47-0,08-0,173,17
Curitiba7,37-0,06-0,223,20
Brasil1000,030,213,90

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços

O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 05 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília. Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 29 de novembro a 29 de dezembro de 2025 (referência) com os preços vigentes no período de 30 de outubro a 28 de novembro de 2025 (base).

IPCA acumula alta de 4,26% em 2025

O IPCA encerrou o ano com variação de 4,26%, 0,57 p.p. abaixo dos 4,83% registrados em 2024. Na tabela abaixo, pode-se observar as variações mensais do índice em 2025:

Variações mensais do IPCA em 2025
Mês Variação (%) Mês Variação (%) Trimestre Variação (%) Ano
Janeiro0,160,16
Fevereiro1,311,47
Março0,562,042,04
Abril0,432,48
Maio0,262,75
Junho0,240,932,99
Julho0,263,26
Agosto-0,113,15
Setembro0,480,633,64
Outubro0,093,73
Novembro0,183,92
Dezembro0,330,604,26

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços

O resultado de 2025 foi influenciado principalmente pelo grupo Habitação (6,79%), que teve o maior impacto (1,02 p.p.) no acumulado do ano. Na sequência, vieram Educação (6,22%), Despesas pessoais (5,87%) e Saúde e cuidados pessoais (5,59%). Os quatro grupos juntos responderam por, aproximadamente, 64% do resultado do ano.

IPCA - Variação e Impacto por grupos - no ano
Grupo Variação (%) 2024 Variação (%) 2025 Impacto (p.p.) 2024 Impacto (p.p.) 2025
Índice Geral4,834,264,834,26
Alimentação e bebidas7,692,951,630,64
Habitação3,066,790,471,02
Artigos de residência1,31-0,280,05-0,01
Vestuário2,784,990,130,23
Transportes3,303,070,690,63
Saúde e cuidados pessoais6,095,590,810,75
Despesas pessoais5,135,870,520,60
Educação6,706,220,390,37
Comunicação2,940,770,140,03

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços

A energia elétrica residencial (12,31%), do grupo Habitação (6,79%), foi o subitem responsável pelo principal impacto no resultado no ano (0,48 p.p.), com reajustes tarifários que variaram de -2,16% a 21,95%. Houve a incorporação do Bônus de Itaipu em janeiro e agosto e vigoraram todas as bandeiras tarifárias ao longo do ano:

  • Bandeira verde (sem cobrança de tarifa): janeiro a abril.
  • Bandeira amarela (adicional de R$ 1,885 a cada 100 Kwh): maio e dezembro.
  • Bandeira vermelha patamar 1 (adicional de R$ 4,46 a cada 100 Kwh): junho, julho, outubro e novembro.
  • Bandeira vermelha patamar 2 (adicional de R$ 7,87 a cada 100 Kwh): agosto e setembro.
Variação no ano da energia elétrica residencial, por região pesquisada
Região Variação acumulada (%) 2024 Variação acumulada (%) 2025
Porto Alegre-0,7723,50
Goiânia6,0023,07
São Paulo-4,2418,64
São Luís5,4918,06
Vitória-1,3817,48
Brasília-2,0015,74
Aracaju-0,2612,81
Belo Horizonte6,1611,29
Recife0,728,64
Belém-0,606,90
Salvador-6,196,05
Campo Grande-0,925,96
Curitiba4,725,96
Rio Branco2,795,65
Fortaleza-1,894,90
Rio de Janeiro1,511,63
Brasil-0,3712,31

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços

Ainda em Habitação vale destacar as principais contribuições positivas que vieram do aluguel residencial (6,06% e 0,22 p.p.), do condomínio (5,14% e 0,12 p.p.) e da taxa de água e esgoto (4,50% e 0,08 p.p.).

O grupo Educação (6,22%) apresentou a segunda maior variação acumulada em 2025 dentre os grupos de produtos e serviços pesquisados, sob influência das altas dos cursos regulares (6,54% e 0,29 p.p.) e dos cursos diversos (5,67% e 0,05 p.p.).

Despesas pessoais variou 5,87% em 2025 destacando-se os subitens empregado doméstico (5,36% e 0,15 p.p.), cabeleireiro e barbeiro (8,05% e 0,09 p.p.), jogos de azar (15,17% e 0,07 p.p.) e hospedagem (9,61% e 0,06 p.p.).

Em Saúde e cuidados pessoais (5,59%), a maior contribuição (0,26 p.p.) veio do plano de saúde (6,42%). Em julho, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) fixou o teto para reajuste dos planos individuais novos (posteriores à lei nº 9.656/98) em 6,06% para o período de maio de 2025 a abril de 2026. Para os planos antigos, os percentuais foram de 6,47% e 7,16%, a depender do plano. Destacam-se, ainda, as altas de 5,42% dos produtos farmacêuticos — em 31 de março de 2025, passou a valer o reajuste de até 5,09% nos preços dos medicamentos — e de 4,23% nos itens de higiene pessoal.

Nos Transportes (3,07%), destaca-se a alta do transporte por aplicativo (56,08% e 0,13 p.p.), do conserto de automóvel (6,94% e 0,12 p.p.) e da gasolina (1,85 e 0,10 p.p.).

O grupo Alimentação e bebidas desacelerou na comparação do resultado de 2024 (7,69%) com 2025 (2,95%), especialmente por conta da alimentação no domicílio que, em 2024, subiu 8,23% e, agora, registrou alta de 1,43%. Por seis meses consecutivos (junho a novembro), a alimentação no domicílio registrou variação negativa, acumulando queda de 2,69%. Nos demais meses, a alta acumulada foi de 4,23%.

As principais influências no resultado do grupo Alimentação e bebidas foram: o café moído (35,65% e 0,18 p.p.) que em julho de 2025 interrompeu a sequência de altas que iniciou em janeiro de 2024, chocolate em barra e bombom (27,12% e 0,06 p.p.) e o pão francês (5,86% e 0,05 p.p.). No lado das quedas os destaques foram o arroz (-26,56% e -0,20 p.p.) e o leite longa vida (-12,87% e -0,10 p.p.).

A alimentação fora do domicílio saiu de 6,29%, em 2024 para 6,97% em 2025, sobressaindo o lanche com aumento de 11,35% e 0,21 p.p. de impacto e a refeição com 4,97% e 0,18 p.p..

Índices regionais no ano de 2025

No que diz respeito aos índices regionais, Vitória (4,99%) foi a área que teve a maior variação em 2025, influenciada principalmente pelas altas da energia elétrica residencial (17,48%) e do plano de saúde (6,33%). O menor resultado, por sua vez, ocorreu em Campo Grande (3,14%), com destaque das quedas do arroz (-31,01%), das frutas (-10,83%) e das carnes (-2,94%).

IPCA - Variação por regiões - no ano - 2024 e 2025
Região Peso regional Variação anual (%) 2024 Variação anual (%) 2025
Vitória1,864,264,99
Porto Alegre8,613,574,79
São Paulo32,285,014,78
Brasília4,063,934,72
Aracaju1,034,814,49
Recife3,924,364,33
Goiânia4,175,564,12
Fortaleza3,234,924,06
Belo Horizonte9,695,963,97
Curitiba8,094,433,84
Salvador5,994,683,80
Belém3,944,703,75
Rio de Janeiro9,434,693,45
Rio Branco0,514,913,27
São Luís1,626,513,24
Campo Grande1,575,063,14
Brasil100,004,834,26

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços

INPC fecha 2025 em 3,90%

A alta acumulada do INPC em 2025 foi de 3,90%, 0,87 p.p. abaixo dos 4,77% registrados em 2024, com os produtos alimentícios registrando alta de 2,63%, enquanto os não alimentícios variaram 4,32%. Em 2024, as variações foram, respectivamente, 7,60% e 3,88%.

INPC - Variação e Impacto por grupos - no ano
Grupo Variação (%) 2024 Variação (%) 2025 Impacto (p.p.) 2024 Impacto (p.p.) 2025
Índice Geral4,773,904,773,90
Alimentação e bebidas7,602,631,830,65
Habitação2,846,780,491,16
Artigos de residência1,41-0,200,06-0,01
Vestuário2,694,580,150,25
Transportes3,772,640,740,51
Saúde e cuidados pessoais5,435,200,630,61
Despesas pessoais5,885,630,460,44
Educação6,665,990,280,26
Comunicação2,680,480,130,03

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços

Quanto aos índices regionais, a maior variação foi registrada em Vitória (4,82%), especialmente por conta das altas da energia elétrica residencial (17,65%) e do aluguel residencial (9,06%). A menor variação ocorreu em Campo Grande (2,78%), cujo resultado foi influenciado pelo recuo nos preços do arroz (-31,01%), das frutas (-9,56%) e das carnes (-3,00%).

INPC - Variação por regiões - no ano - 2024 e 2025
Região Peso regional (%) Variação anual (%) 2024 Variação anual (%) 2025
Vitória1,914,464,82
Porto Alegre7,153,634,71
São Paulo24,604,704,56
Aracaju1,294,804,55
Recife5,604,064,09
Fortaleza5,164,764,05
Brasília1,974,284,02
Goiânia4,435,743,72
Belo Horizonte10,356,083,65
Belém6,954,653,64
Salvador7,924,383,57
Curitiba7,374,643,20
São Luís3,476,203,17
Rio de Janeiro9,384,562,97
Rio Branco0,725,362,86
Campo Grande1,735,212,78
Brasil100,004,773,90

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preço

Relatório Econômico - IPCA-15 Novembro 2025
GAIN INVEST SETE

Relatório Econômico – IPCA-15 e Expectativas para o IPCA Cheio

Data: Novembro de 2025

1. Resultado do IPCA-15 divulgado

O IPCA-15 de novembro registrou alta de 0,20%, acumulando 4,15% no ano e 4,50% em 12 meses.

Grupo Variação (%)
Despesas pessoais+0,85
Transportes+0,22
Saúde e cuidados pessoais+0,29
Alimentação e bebidas+0,09
Habitação+0,09
Artigos de residência-0,20
Comunicação-0,19

2. Expectativa para o IPCA cheio de novembro

Projeções indicam variação entre 0,18% e 0,25%, próxima ao IPCA-15. Fatores de alta incluem passagens aéreas e hospedagem; fatores de contenção são promoções de Black Friday e queda em alimentos básicos.

3. Previsão para o IPCA cheio em 12 meses

O acumulado em 12 meses deve cair de 4,94% para valores próximos de 4,88%–4,91%, dependendo da variação de novembro.

Cenário Novembro/25 Acumulado 12 meses
0,22%≈ 4,88%
0,25%≈ 4,91%

4. Questões sazonais de dezembro

O pagamento do 13º salário e maior consumo em festas e viagens podem pressionar a inflação. Por outro lado, promoções de fim de ano e safras agrícolas ajudam a conter preços.

5. Evolução mensal do IPCA-15 em 2025

MêsVariação (%)
Jan0,11
Fev1,23
Mar0,64
Abr0,43
Mai0,36
Jun0,26
Jul0,33
Ago-0,14
Set0,48
Out0,18
Nov0,20

Gráfico de linha – Evolução mensal do IPCA-15 em 2025

6. Conclusão

O IPCA-15 confirma a tendência de desinflação em 2025. O IPCA cheio de novembro deve ficar próximo de 0,20%, levando o acumulado para 4,88%–4,91%. Dezembro pode trazer leve aceleração pela sazonalidade do consumo, mas ainda dentro de um quadro de estabilidade relativa.

IPCA e IPCA-15: Surpreendente Análise Detalhada (Out/24 - Out/25)

IPCA & IPCA-15: O QUE OS NÚMEROS REVELAM?

Análise Aprofundada e Cronológica da Inflação (Out/24 a Out/25)

Entendendo a Diferença Crucial

Ambos os índices, o **IPCA-15 (Prévia)** e o **IPCA (Índice Oficial)**, são calculados pelo IBGE com a mesma metodologia e abrangência populacional (famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos). A surpresa, e a diferença fundamental, está no **período de coleta de preços**:

IPCA-15

Coleta: Dia 16 ao Dia 15 (Prévia)

IPCA

Coleta: Dia 1º ao Dia 30/31 (Índice Cheio)

Precisão

O IPCA-15 é o termômetro que antecipa a tendência do IPCA oficial.

Dados Cronológicos (Out/24 a Out/25)

Mova o mouse (ou toque) sobre os pontos nos gráficos abaixo para destacar os dados correspondentes na tabela. O IPCA de Outubro/2025 é uma projeção (P).

Mês IPCA-15 (%) IPCA (%)

Visualização 1: Convergência de Tendências

O gráfico de linhas mostra a trajetória lado a lado dos dois índices. A sobreposição é notável, com divergências pontuais devido à diferença no período de coleta.

Visualização 2: O Desvio da Prévias

Este gráfico de barras isola a diferença mensal (IPCA - IPCA-15). Barras maiores indicam maior desvio da prévia.

Zoom In: Motores de Inflação (IPCA-15 Out/2025)

O último IPCA-15 divulgado, de **0,18% em Outubro/2025**, veio abaixo das expectativas do mercado. Esta variação foi resultado de forças opostas. O gráfico de barras verticais (Bar Chart) detalha a variação percentual de cada grupo:

0,18% (Variação no Mês)
3,94% (Acumulado no Ano)
4,94% (Acumulado 12 Meses)

Fatores de Alívio (Deflação/Desaceleração)

O principal alívio veio da **Energia Elétrica Residencial** (-1,09% no IPCA-15, impactando Habitação) devido a mudanças tarifárias. **Alimentação e Bebidas** (-0,02%) manteve-se estável/em deflação.

Pressões Contínuas: Quem Acelerou?

Os grupos de serviços e preços administrados continuaram puxando a inflação para cima, notavelmente Transportes e Despesas Pessoais, conforme detalhado na tabela de variações por grupo:

Transportes

0,41%

Puxado por combustíveis e passagens aéreas (+4,39%).

Despesas Pessoais

0,42%

Destaque para pacotes turísticos e recreação.

Vestuário

0,45%

Reajustes sazonais em roupas e calçados.

Saúde e Cuidados

0,24%

Aumento em produtos farmacêuticos.

O Veredito da Inflação (Out/25)

O IPCA-15 confirmou sua função como um guia de tendência, indicando uma **desaceleração da inflação** no início de Outubro/2025. No entanto, o controle desse índice está cada vez mais dependente de choques pontuais (como a energia elétrica) e da persistência da inflação em serviços (Transportes e Despesas Pessoais).

PRÓXIMA DIVULGAÇÃO IPCA:

11 DE NOVEMBRO DE 2025

IPCA-15 e IPCA (Out/2024 - Out/2025): Análise da Acurácia Preditiva e Impactos Macroeconômicos

IPCA-15 e IPCA (Out/2024 - Out/2025): Análise da Acurácia Preditiva e Impactos Macroeconômicos em Cenário de Desinflação

I. Introdução Executiva e Metodologia IBGE

I.A. Propósito do Relatório e Contexto Macroeconômico

O presente relatório fornece uma análise detalhada e comparativa entre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), cobrindo o período de Outubro de 2024 a Outubro de 2025. O objetivo central é avaliar a precisão preditiva do IPCA-15 como indicador antecedente da inflação oficial, conforme requisitado pela política de metas do Banco Central (BC).¹

O período sob escrutínio é economicamente relevante, caracterizado por uma desaceleração inflacionária geral, pontuada por episódios de volatilidade setorial intensa. A acurácia do IPCA-15 neste ambiente misto é fundamental, pois ele baliza a formação das expectativas do mercado e fornece uma leitura antecipada crucial para a calibração de modelos econômicos e a antecipação de decisões de política monetária.¹

I.B. Fundamentos: Distinções Estruturais e Metodológicas (Conceitos Simples)

Ambos os índices são calculados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e medem a variação de preços de uma cesta de consumo representativa para famílias com rendimentos mensais que variam de um a quarenta salários mínimos. Ambos utilizam a mesma estrutura metodológica, ponderação de produtos e serviços, e cobrem as mesmas áreas geográficas.⁵

  • O IPCA é reconhecido como o índice oficial de inflação do Brasil. É a referência primária utilizada pelo Banco Central para monitorar o cumprimento do regime de metas inflacionárias (centro da meta atual: 3,00%).¹
  • O IPCA-15 é concebido como a prévia do IPCA.¹ Sua utilidade reside em oferecer ao mercado uma leitura antecipada da tendência inflacionária, atuando como um sinalizador intermediário.

I.C. A Diferença Temporal Crítica: Períodos de Coleta

A distinção fundamental reside na janela de tempo em que os preços são coletados:

  • IPCA-15 (Meio do Mês): A coleta de preços é realizada do dia 16 do mês anterior até o dia 15 do mês de referência.
  • IPCA (Mês Cheio): A coleta de preços abrange o período integral do mês civil, do dia 1º ao último dia (30 ou 31).

Essa assimetria temporal introduz o principal mecanismo de divergência. Se um evento de preço significativo ocorrer após o dia 15 (fim da coleta do IPCA-15), a prévia subestimará o índice cheio do IPCA.⁷

II. Série Histórica Comparada: Cronologia de Preços (Outubro 2024 – Outubro 2025)

II.A. Tabulação Cronológica: IPCA-15 vs. IPCA Mensal (%)

A Tabela 1 apresenta a variação mensal dos índices no período analisado.

Tabela 1: Comparativo Cronológico IPCA-15 e IPCA (Variação Mensal em %) – Out/2024 a Out/2025

Mês/Ano IPCA-15 (%) IPCA (%) Diferença (p.p.) Aderência Qualitativa Fatores Chave (IPCA/IPCA-15)
Outubro/2024 N/D 0,56 N/A Alta Pressão Habitação (Energia), Transportes (Passagens Aéreas em queda)³
Janeiro/2025 N/D 0,16 N/A Desaceleração N/A⁸
Fevereiro/2025 1,23 1,31 0,08 Subestimação (Moderada) Choque em Habitação (Energia Elétrica) e Educação⁸
Abril/2025 0,43 N/D N/A Desaceleração da Prévia N/A¹⁰
Agosto/2025 -0,14 N/D N/A Forte Deflação na Prévia 1º recuo desde 2023⁴
Setembro/2025 0,48 0,48 0,00 Aderência Perfeita (Máxima) Sincronia na Variação de Preços¹¹
Outubro/2025 0,18 A Divulgar N/A Desaceleração Forte Queda de energia elétrica (Regulado)¹³

II.B. Análise dos Períodos Chave de Volatilidade e Convergência

II.B.1. O Pico de Fevereiro de 2025: O IPCA atingiu 1,31%, enquanto o IPCA-15 (1,23%) subestimou o índice cheio em 0,08 p.p. O principal vetor de alta foi o grupo Habitação (energia elétrica), sugerindo que parte significativa dos reajustes regulados foi capturada apenas na segunda quinzena, validando a teoria do corte temporal como fonte de erro.⁸,⁹

II.B.2. Aderência e o Dado Recente: Em Setembro de 2025, a coincidência perfeita (0,48% em ambos) indicou uma dinâmica de preços homogênea. O IPCA-15 de Outubro de 2025 (0,18%) sinalizou uma forte desaceleração, puxada pela queda nos preços de energia elétrica, atuando como um alívio setorial.¹³,¹⁷

III. IPCA-15 como Indicador Preditivo: Análise de Acurácia e Desvios Setoriais

III.A. Avaliação Empírica da Precisão Preditiva

O IPCA-15 é extremamente eficaz em prever a direção e magnitude da inflação, sendo uma ferramenta robusta para calibrar expectativas.¹ Contudo, sua confiabilidade é condicional: o desvio de 0,08 p.p. em Fevereiro de 2025, rastreado a eventos na segunda metade do mês, mostra que a precisão é sensível a choques no *timing*.

III.B. O Papel Estrutural dos Fatores de Divergência

  1. A Sensibilidade aos Preços Regulados: Itens como energia elétrica e tarifas de transportes são o fator mais crítico de divergência. Reajustes regulatórios implementados após o dia 15 impactam o IPCA de forma mais severa do que o IPCA-15, tornando o grupo Habitação o principal vetor de erro na prévia.
  2. Volatilidade em Preços Livres Chave: Choques de alta frequência em preços livres, como gasolina, passagens aéreas e itens de Alimentação, também contribuem para a diferença.

IV. Implicações Macroeconômicas e Reflexos no Mercado Financeiro

IV.A. A Reação do Mercado e a Influência na Renda Fixa

O IPCA-15 atua como um catalisador imediato para o mercado de renda fixa (Títulos Tesouro IPCA+). Um resultado abaixo do esperado (e.g., 0,18% em Out/2025) reduz o risco inflacionário de curto prazo, o que leva a uma redução da taxa de juro real (yield) exigida pelos investidores. Por sua vez, essa queda na taxa provoca um aumento no preço unitário dos títulos, gerando o efeito de Marcação a Mercado.¹⁴

IV.B. O IPCA-15 na Estratégia do Banco Central (BC)

O BC monitora o IPCA-15 para avaliar a ancoragem das expectativas. Resultados de desinflação reforçam a visão de convergência para a meta (3,00%) e a eficácia da política monetária restritiva. No entanto, o BC adota cautela, pois o IPCA-15 é um sinalizador, e não o determinante final da trajetória da taxa Selic, que foca em um horizonte de política mais longo (2026/2027).¹⁸

V. Síntese e Conclusões Técnicas

V.A. Conclusão sobre a Confiabilidade Preditiva

O IPCA-15 cumpre seu papel de prévia confiável da tendência inflacionária, com alta correlação com o IPCA.¹ Sua vulnerabilidade reside na incapacidade de capturar choques de preços regulados que ocorrem após o dia 15, resultando em subestimação do índice cheio, como visto em Fevereiro de 2025.⁸

V.B. Recomendações para Modelagem

Para mitigar o erro de previsão, analistas devem:

  1. Ajuste para Preços Regulados: Aplicar um modelo de ajuste (uplift) para incorporar reajustes de preços regulados (Habitação e Transportes) que têm data de vigência entre o dia 16 e o final do mês.
  2. Monitoramento da Volatilidade Setorial: Acompanhar diariamente a volatilidade em itens como combustíveis e alimentos.
  3. Uso de Métricas de Erro: Incorporar o histórico do Erro Absoluto Médio (MAE) para estabelecer um intervalo de confiança para a projeção do IPCA.²¹

Referências (Parcial):

¹ IPCA-15: Entenda o que é e para que serve esse indicador de inflação (Suno); ² IPCA-15, inflação (IBGE); ³ Inflação de Outubro de 2024 (IBGE); ⁴ IPCA-15 agosto (IBGE); ⁵ IPCA vs IPCA-15 (InfoMoney); ⁶ Período de coleta IPCA-15 (IBGE); ⁷ Diferença IPCA-15 e IPCA (Ouro Preto Investimentos); ⁸ Inflação de Fevereiro de 2025 (IBGE); ⁹ IPCA-15 Fevereiro 2025 (IBGE); ¹⁰ IPCA-15 Abril 2025 (IBGE); ¹¹ IPCA-15 Setembro 2025 (IBGE); ¹² IPCA Setembro 2025 (IBGE); ¹³ IPCA-15 Outubro 2025 (IBGE); ¹⁴ Reação do Mercado ao IPCA-15 (Infomoney); ¹⁵ Dinâmica Alimentação (IBGE); ¹⁷ Queda de Energia Elétrica (Agência Brasil); ¹⁸ Análise BC/Juros (Estadão); ¹⁹ Expectativa Selic (Focus); ²¹ Uso de MAE (Recomendação Técnica). (Nota: As referências foram simplificadas para o contexto do HTML.)

IPCA-15 e IPCA: Análise Cronológica da Inflação

IPCA-15 e IPCA: Análise Cronológica da Inflação

Um Estudo Comparativo de Outubro/2024 a Outubro/2025

A Prévias e o Índice Cheio: As Diferenças

Ambos os índices, IPCA-15 e IPCA, são calculados pelo IBGE para medir a inflação, refletindo a variação de preços para famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos. A diferença reside unicamente no **período de coleta** dos preços e, consequentemente, na **data de divulgação**:

IPCA-15 (Prévia)

Coleta: Dia 16 do mês anterior ao dia 15 do mês de referência.

IPCA (Índice Cheio)

Coleta: Do primeiro ao último dia do mês de referência.

Essa diferença no calendário de coleta significa que o IPCA-15 serve como um indicador avançado, dando ao mercado uma ideia da trajetória inflacionária antes do fechamento do índice oficial do mês.

Tabela Cronológica dos Índices (%)

Abaixo, os dados mensais de IPCA-15 e IPCA de Outubro de 2024 até o último dado disponível em Outubro de 2025. O IPCA cheio de Outubro/2025 é uma projeção (P), pois será divulgado em 11/11/2025.

Mês de Ref. IPCA-15 (%) IPCA (%)

Gráfico de Tendência: IPCA-15 vs IPCA

O gráfico de linhas revela a proximidade entre os movimentos dos índices. A forte alta em Fevereiro/2025 foi bem capturada pelas duas métricas. O IPCA-15 de Outubro/2025 (0,18%) sugere uma desaceleração, mas o IPCA final pode variar devido à coleta de dados na segunda metade do mês.

A Margem de Erro da Prévia (Diferença: IPCA - IPCA-15)

A diferença em pontos percentuais entre o índice cheio e a prévia (excluindo Out/25, onde o IPCA ainda é projeção) é geralmente pequena, reforçando a utilidade do IPCA-15. Note a divergência maior em Novembro/2024 e a extrema precisão em meses como Setembro/2025 e Abril/2025, onde a diferença foi zero.

Composição: IPCA-15 Outubro/2025 (0,18%)

A variação de 0,18% na prévia de Outubro/2025 foi uma surpresa positiva (desaceleração). O gráfico de rosca mostra a contribuição de grandes grupos, evidenciando o impacto da queda da energia elétrica (que funciona como fator de alívio) e, por outro lado, a pressão contínua em Transportes.

O alívio veio principalmente do grupo Habitação, puxado pela energia elétrica. No entanto, os preços de Transportes, com combustíveis e passagens aéreas em alta, e Despesas Pessoais continuam a exercer pressão, mostrando que a inflação de serviços permanece ativa.

Conclusões Chave

1. Fidelidade da Prévia: O IPCA-15 é, na maioria das vezes, um bom termômetro da tendência do IPCA cheio, com uma margem de erro relativamente baixa (próxima a 0,1 p.p.).

2. Desaceleração Recente: O dado de Outubro/2025 (0,18%) indica uma forte desaceleração em relação a Setembro (0,48%), principalmente devido a fatores pontuais como a queda da energia elétrica residencial.

Infográfico gerado em 24 de Outubro de 2025. Dados baseados em informações do IBGE e fontes de mercado.