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Conclusão Estratégica

Resumo da Evolução: A CBA saiu de um cenário de prejuízo e alta alavancagem em 2023/2024 para uma reestruturação operacional em 2025. O 3T25 marcou o "fundo do poço" operacional e de preço da ação, servindo de trampolim para a reprecificação atual baseada na alta do alumínio.

Tendências para 2026:

1. Dividendos: Com a dívida alongada (prazo médio acima de 5 anos) e alavancagem controlada (<2,5x), a normalização das margens prepara o terreno para uma possível retomada de pagamentos de dividendos mais robustos em 2026

SAIBA MAIS

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CALENDÁRIO DE RESULTADOS DO 4º TRIMESTRE DE 2025

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Contexto Geopolítico e Narrativas

  • A guerra entre Irã e Estados Unidos está em uma fase marcada por narrativas de vitória de cada lado.

  • O mercado de energia aproveitou esse ambiente para realizar lucros, apoiando-se nas declarações de Trump.

  • O petróleo Brent segue em torno de US$ 90, refletindo expectativa de desdobramentos reais. Mesmo que o conflito terminasse hoje, a reabertura do Estreito de Ormuz exigiria tempo para normalizar a cadeia de abastecimento global.

Mercado Internacional

  • Futuros americanos: estáveis na madrugada, sem sinal de pânico, mas também sem entrar em modo calmaria.

  • VIX: permanece em níveis intermediários, indicando que o mercado não está em euforia nem em estresse extremo.

  • Wall Street (10/03/2026): S&P 500 caiu -0,21%, Nasdaq praticamente estável (+0,01%).

  • Câmbio: dólar subiu levemente frente ao real, cotado a R$ 5,16 (+0,06%).

 

Chamada Payroll - Gain Invest Sete
Relatório Mensal
📊

FEV/26

Dados do Payroll

O que a queda de 92 mil postos revela sobre a economia?

Analisamos os detalhes da Situação de Emprego de Fevereiro. Veja como a estabilidade da taxa de desemprego e a variação salarial impactam o mercado agora.

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Matriz de Forças vs. Riscos

 

ForçasRiscosLiderança em Eficiência: Crescimento de despesas de 0,8% vs. ambiente de alta inflação.Superendividamento das Famílias: Alta alavancagem no segmento de varejo permanece um risco de PDD.Dominância ESG: Status na lista "A" do CDP e liderança em mercados de crédito de carbono (CBIO).Volatilidade Judicial: O aumento nos pedidos de recuperação judicial corporativa pode pressionar a divisão de Atacado (Wholesale).Mix de Captação: Otimização dos depósitos PF para 50%, reduzindo o custo médio ponderado de capital.Tensão Geopolítica: Potencial para escaladas tarifárias comerciais impactando os corredores de exportação brasileiros.

RELATÓRIO COMPLETO SANTANDER

Horizonte Monetário 2026

Horizonte Monetário 2026: A Política de Juros no Limite da Credibilidade e a Trajetória da Taxa Selic em Ano Eleitoral

Sumário Executivo: A Tese da Descompressão Cautelosa em Meio ao Ruído

O ano de 2026 inicia-se sob uma atmosfera de tensão macroeconômica sem precedentes recentes na história econômica brasileira. Com a taxa Selic estacionada no patamar contracionista de 15,00% ao ano, a economia nacional opera sob o jugo de um dos maiores juros reais ex-ante do mundo, oscilando próximo a 10,5%. A presente tese, elaborada sob a ótica da estratégia macroeconômica avançada e análise de política monetária, sustenta que a taxa Selic não se manterá em 15% durante todo o ano. O cenário base, fundamentado na análise exaustiva dos vetores inflacionários, fiscais e políticos, aponta para uma manutenção estratégica na reunião de janeiro, seguida pelo início de um ciclo de cortes graduais e parcimoniosos a partir de março de 2026, encerrando o exercício financeiro em 12,25%.

Esta trajetória de queda, contudo, não será um movimento linear ou inercial. Ela representará uma "descompressão cautelosa", condicionada por uma tríade de forças antagônicas que puxam a função de reação do Banco Central em direções opostas. De um lado, a atividade econômica dá sinais claros de fadiga, com setores sensíveis ao crédito, como o automotivo e o varejo de bens duráveis, clamando por alívio financeiro. Do outro, a desancoragem persistente das expectativas de inflação — que teimam em permanecer acima do centro da meta até 2028 — e a deterioração da credibilidade fiscal, com a dívida pública caminhando perigosamente para 85% do PIB, impõem um piso elevado para os juros estruturais.

Adicionalmente, o ano de 2026 carrega o peso idiossincrático do ciclo eleitoral presidencial. A gestão de Gabriel Galípolo à frente do Banco Central será submetida ao teste definitivo de independência. A necessidade de provar autonomia diante das pressões políticas por crescimento a qualquer custo paradoxalmente forçará a autoridade monetária a ser mais conservadora no início do ano, evitando cortes prematuros que poderiam ser interpretados como subserviência eleitoral. Portanto, o investidor e o gestor corporativo devem preparar-se para um primeiro trimestre de "sangue frio", onde a manutenção dos 15% servirá como âncora de credibilidade, antes que a janela técnica para o afrouxamento se abra em março.

Link Exemplo

SAIBA MAIS

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A Geopolítica da Desvalorização Forçada do Dólar

A Geopolítica da Desvalorização Forçada do Dólar: Impactos Sistêmicos no Brasil e no Mundo

Consequências Globais

  • Competitividade dos EUA: produtos mais baratos no exterior.
  • Inflação nos EUA: importados mais caros pressionam preços internos.
  • Mercados emergentes: perda de competitividade frente aos EUA.
  • Confiança na moeda: risco de erosão da credibilidade do dólar.
  • Fluxos financeiros: migração de capitais para moedas alternativas.

Impactos no Brasil

  • Valorização do real: importações mais baratas.
  • Exportadores prejudicados: produtos brasileiros mais caros em dólar.
  • Setor industrial: insumos importados mais acessíveis.
  • Fluxo de capitais: aumento de investimentos externos, mas com volatilidade.
  • Política monetária: necessidade de ajustes nos juros.

Benefícios vs. Riscos

Benefícios

  • Importados mais baratos → menor inflação.
  • Insumos industriais mais acessíveis.
  • Possível aumento de investimentos externos.
  • Alívio temporário para consumidores.

Riscos

  • Exportadores perdem competitividade.
  • Volatilidade nos fluxos de capitais.
  • Dependência maior da política cambial dos EUA.
  • Pressão sobre setores agrícolas e mineração.
A Defasagem Temporal da Política Monetária

Em quanto tempo a Selic faz efeito na economia?

A alteração da taxa Selic pelo Banco Central não impacta a economia de forma imediata. Esse fenômeno é conhecido tecnicamente como defasagem (ou lag) da política monetária. As decisões tomadas hoje visam controlar a inflação futura, dentro do chamado "horizonte relevante".

Prazos Estimados de Transmissão

Estudos e modelos do Banco Central do Brasil apontam para dois momentos distintos de impacto:

  • Impacto na Atividade Econômica (PIB e Emprego): É o primeiro a ser sentido. O encarecimento ou barateamento do crédito afeta as decisões de consumo e investimento das famílias e empresas. O Banco Central estima que a mudança nos juros leva cerca de 6 a 9 meses (aproximadamente dois a três trimestres) para afetar plenamente o nível de atividade.
  • Impacto na Inflação (IPCA): A redução efetiva dos preços demora mais, pois depende do desaquecimento prévio da demanda. O efeito pleno sobre a inflação costuma atingir seu pico entre 18 e 20 meses (cerca de seis trimestres) após a decisão do Copom.

Os Canais de Transmissão

A demora ocorre porque a Selic precisa percorrer um longo caminho através de diferentes canais na economia:

  1. Canal do Crédito: Juros mais altos encarecem empréstimos, reduzindo o consumo e o investimento.
  2. Canal das Expectativas: Se o mercado acredita no compromisso do BC com a meta, as empresas ajustam seus reajustes de preços antecipadamente.
  3. Canal do Câmbio: Juros altos atraem capital estrangeiro, valorizando a moeda local e barateando produtos importados, o que ajuda a baixar a inflação.

Nota: Por conta dessa defasagem, diz-se que o Banco Central "dirige olhando pelo retrovisor", mas precisa "frear o carro" pensando na curva que está a quilômetros de distância. As decisões de 2026, por exemplo, terão impacto preponderante sobre a inflação de 2027.